quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Em reunião acalorada, Alckmin insinua que Doria é traidor e falso

Resultado de imagem para doria e geraldo alckminGeraldo Alckmin e João Dória se estranharam durante uma reunião fechada da executiva do PSDB, nesta terça-feira (9), em Brasília. Num episódio atípico para seu perfil, Geraldo Alckmin, presidente do partido, chamou João Doria (PSDB), candidato da sigla ao governo de São Paulo, de “traidor”,  informou o jornal Folha de S.Paulo. 

Na discussão que decide o posicionamento do partido na corrida presidencial de segundo turno, o esfacelamento do PSDB ficou evidente . Doria participa do encontro e houve debate. A reunião acontece a portas fechadas e ainda não acabou. O Painel confirmou o episódio com três fontes que estão no local. Um dos integrantes da sigla que relatou a discussão diz que o presidenciável ainda teria justificado: “Eu não sou falso”. O contexto das declarações ainda não está claro.

Alckmin foi o responsável pela ascensão de Doria dentro do PSDB. O presidenciável tucano comprou uma briga interna pesada para lançar o então aliado à prefeitura de São Paulo, em 2016. Após vencer a disputa, Doria passou a flertar com a ideia de concorrer à Presidência. Alckmin se impôs, saiu candidato ao Planalto e Doria deixou a prefeitura para disputar o governo do Estado. 

Com o “padrinho político” passando por dificuldades durante a campanha, o ex-prefeito subiu o tom de seu discurso, aproximando sua fala da de Jair Bolsonaro (PSL). No domingo (7), logo após a votação, quando Alckmin já havia perdido e o PSDB amargava o pior resultado desde sua fundação, Doria declarou apoio ao capitão da reserva.

Aliado de Bolsonaro, economista Paulo Guedes é investigado pelo MPF por suspeita de fraude

O Ministério Público Federal (MPF) em Brasília investiga o economista Paulo Guedes, guru de Jair Bolsonaro (PSL), sob suspeita de se associar a executivos ligados ao PT e ao MDB para praticar fraudes em negócios com fundos de pensão de estatais. Em seis anos, ele captou ao menos R$ 1 bilhão dessas entidades. Guedes é o escolhido para assumir o Ministério da Fazenda em um eventual governo Bolsonaro. 

Um procedimento investigativo criminal, instaurado no dia 2, apura se o economista cometeu os crimes de gestão fraudulenta ou temerária. Ele é investigado ainda por suposta emissão e negociação de títulos sem lastros ou garantias ao negociar, obter e investir recursos de sete fundos. 

Entre as entidades estão Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa) e Postalis (Correios), além do BNDESPar —braço de investimentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). As transações foram feitas a partir de 2009 com executivos indicados pelos dois partidos adversários da chapa Bolsonaro, os quais são investigados atualmente por desvio de recursos dos fundos.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Espírito Santo elege 1º senador gay do Brasil

1º senador gay do Brasil Fabiano Contarato (à direita) com filhos e marido
Fabiano Contarato é homossexual, casado e pai de duas crianças. Ele acaba de ser eleito senador pelo Estado do Espirito Santo.


Ele  é professor, palestrante, ativista humanitário e delegado da Polícia Civil desde 1992. Também foi delegado da Delitos de Trânsito por mais de 10 anos e assumiu a direção geral do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES). Já atuou como de Corregedor Geral do Estado, na Secretaria de Estado de Controle e Transparência (SECONT/ES).Candidato pela Rede, Contarato obteve 1.117.036 votos, o que equivale a 31,15% dos votos válidos ao senado capixaba. Pode-se dizer que o eleito é o primeiro senador abertamente gay do Brasil.


O novo senador do Espírito Santo também foi graduado em Direito pela Universidade Vila Velha (UVV), pós-graduado em Direito Penal e Processual Penal pela Universidade Gama Filho (UGF) do Estado do Rio de Janeiro, e especialista em Impactos da Violência na Escola pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O mais incrível é que, além de ser o primeiro político gay casado com filhos do Brasil, a eleição de Fabiano como senador, tirou do páreo seu concorrente pela vaga, o senador Magno Malta, conhecido pelas posições conservadoras, contrárias aos Direitos LGBT, e tido por muitos como homofóbico.
Além de já ter sido indiciado por formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Magno Malta também chegou a ser cogitado para ser vice do presidenciável Jair Bolsonaro.

Olívia Santana é a primeira negra eleita como deputada estadual na Bahia

Olívia Santana é a primeira negra eleita como deputada estadual na BahiaPela primeira vez na história, uma deputada negra vai ocupar uma das 63 vagas da Assembleia Legislativa (AL-BA). 

Dos 90% das urnas apuradas, Olívia Santana (PCdoB) aparece com mais de 55 mil votos e será a primeira negra a ocupar o cargo no estado.

Formada em Pedagogia, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), ela atuou como vereadora por 10 anos na capital baiana. 

Além de ter sido titular da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, ela também dirigiu a Secretaria Estadual de Políticas para Mulheres (SPM).

Alvos da operação Águia de Haia, Ângela Souza e Ubaldino não conseguem se reeleger

Alvos da operação Águia de Haia, Ângela Souza e Ubaldino não conseguem se reeleger Alvos da Águia de Haia, operação que investiga desvios de recursos federais destinados à educação em municípios baianos, os deputados estaduais Ângela Souza (PSD) e Carlos Ubaldino (PSD) não conseguiram se reeleger para a Casa Legislativa baiana. No total, R$ 12,3 milhões foram bloqueados de todos eles, a pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Ilhéus/Itabuna (saiba mais aqui). 

Enquanto Ângela Souza amargou com menos de 39 mil votos, pelo menos 7 mil a menos do que era necessário para ser reeleita, o pastor Carlos Ubaldino chegou perto, mas não ultrapassou o número de votos de Osni, última colocada da coligação, para ser eleito. Os dois terminam o mandato em dezembro de 2018.

Olha lá.. Deputada de Bolsonaro 'puxa' Kannário para a Câmara dos Deputados

Deputada de Bolsonaro 'puxa' Kannário para a Câmara dos DeputadosA coligação entre PSL e PHS provocou uma situação inusitada. A candidata Dayane Pimentel (PSL) foi a quarta mais votada para a Câmara dos Deputados pela Bahia e puxou mais dois candidatos da coligação que não estavam entre os 39 mais votados ao contribuir com o coeficiente eleitoral. Entre a dupla de beneficiários está o vereador de Salvador, Igor Kannário (PHS).

Seria uma situação comum na cena política se não fosse um detalhe: Dayane se apresenta como candidata de Bolsonaro e possuiu posição altamente conservadora com relação a temas como violência policial e combate às drogas, duas bandeiras levantadas por Kannário no sentido contrário. O cantor de pagode possui passagens pela polícia e ainda uma folha de maconha tatuada na pele.

A coligação, inclusive, foi alvo de críticas desde a formação. No entanto, com interesses eleitorais, os dois partidos acabaram juntos na disputa por vagas na Câmara dos Deputados.

Nordeste é alvo de xenofobia por levar Haddad ao segundo turno da eleição

Nordeste é alvo de xenofobia por levar Haddad ao segundo turno da eleição
Com o PT garantido no segundo turno das eleições graças ao resultado da votação no Nordeste, a região foi, mais uma vez, alvo de xenofobia nas redes sociais. Eleitores do candidato Jair Bolsonaro (PSL), que por pouco não foi eleito nesse domingo (7), fizeram agressões verbais que sugerem a separação ou até o extermínio do povo da região.


"Esses nordestinos têm que se fuder mesmo. Esses cabeçudos. Depois reclama da miséria e pobreza e não sabe o motivo", disse um perfil. "Campos de concentração para baianos já", escreveu um outro perfil. "Baiano é tudo fudido", postou mais um.

Os eleitores da Bahia foram mais trucidados, pois o Estado garantiu a segunda maior porcentagem para o candidato do PT, Fernando Haddad, e é o quarto maior colégio eleitoral do país.

Mas muitos eleitores de Bolsonaro também estão alertas para o crescimento do candidato na região, já que ele ficou em segundo lugar em todos os Estados nordestinos exceto o Ceará - Ciro Gomes (PDT) venceu no Estado, com Haddad em segundo e o capitão na terceira posição. Com isso, eles sugerem que os apoiadores de Bolsonaro se dediquem a fazer campanha no Nordeste e pedem para que os eleitores não critiquem a região.

"Só falta vocês para a festa, irmãos do #Nordeste", "Muitos nordestinos disseram SIM para o Brasil. Vamos continuar nessa luta" e "O desenvolvimento chegará ao Nordeste! Chega de cabresto de voto do PT!" foram alguns dos comentários em prol dos eleitores do PSL.

Bolsonaro e Haddad se enfrentam para o segundo turno das eleições, que será realizado no dia 28 de outubro.

Alckmin tem o pior desempenho para o PSDB, que racha


Alckmin tem o pior desempenho para o PSDB, que rachaCom menos de 5% dos votos, o candidato Geraldo Alckmin sofreu neste domingo (7) a pior derrota do PSDB em eleições presidenciais de sua história. Segundo sua equipe, o tucano ficará neutro no segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Em pronunciamento no comitê, no Edifício Joelma, no centro da capital paulista, ele transmitiu "absoluto respeito pelo resultado das urnas, a manifestação dos eleitores" e destacou a sua "serenidade como democratas que somos e humildade". "Percorremos os quatro cantos do país dialogando com a população", disse.

O desempenho de Alckmin foi particularmente pífio em São Paulo, estado que governou quatro vezes. Não venceu em nenhum dos 645 municípios --nem em sua Pindamonhangaba, onde Bolsonaro obteve 60% dos votos.

Com o resultado, o tucano fica sob pressão do grupo de João Doria (PSDB) para deixar o comando nacional da sigla. Se vencer a disputa do governo de São Paulo no segundo turno, o ex-prefeito administrará o segundo maior Orçamento do país.

O cargo o fortalecerá no PSDB, que nacionalmente sofreu derrotas na eleição deste domingo. Caciques como Beto Richa (PR) e Marconi Perillo (GO) não conseguiram vagas no Senado.

Na corrida para governador, o resultado em Minas Gerais é ruim para Alckmin, que confiava em vitória possivelmente no primeiro turno de Antonio Anastasia (PSDB). Segundo colocado, ele vai ir ao segundo turno com o outsider Romeu Zema (Novo).

Alckmin foi eleito presidente do PSDB em dezembro de 2017 para um mandato de dois anos. A nova geração de tucanos paulistas em postos-chave já se articula para ascender internamente.

Formam uma trinca com Doria os prefeitos Bruno Covas, da capital, que assumiu o cargo quando o titular renunciou, e Orlando Morando, de São Bernardo do Campo, primeira e segunda maiores cidades administradas pelo PSDB, respectivamente.

"Acredito que Geraldo vai ele próprio reavaliar se deve continuar na presidência do PSDB", afirmou Morando.

Neste domingo, Doria montou estrutura separada de Alckmin para o pronunciamento após a votação. É reflexo de meses de campanhas apartadas, com escassas agendas conjuntas.

Apesar dos constrangimentos, o ex-prefeito acompanhou o presidenciável em sua seção eleitoral de manhã, pouco após dizer que votaria nele por solidariedade. Alckmin não quis comentar a declaração, mas a senadora eleita Mara Gabrilli (PSDB) rebateu Doria. "Eu não voto por solidariedade, voto por convicção."

Um dos principais motivos apontados para a derrota de Alckmin foi justamente o cenário em São Paulo. Sem conseguir evitar o palanque duplo, o ex-governador viu sua antiga base aliada ruir no estado, administrado pelo PSDB por 24 anos.

A disputa entre Doria e o governador Márcio França (PSB) fez com que Alckmin sumisse. Sem aparecer nos programas eleitorais nem ser citado em debates, perdeu terreno para Bolsonaro.

A derrota em casa também foi apontada como decisiva em 2014, quando o então candidato tucano, Aécio Neves, perdeu em Minas Gerais para Dilma Rousseff (PT). Mas, naquele ano, Aécio passou ao segundo turno e chegou perto da vitória, com 51 milhões de votos, 48% do total.

Antes de Alckmin, o pior desempenho do PSDB fora na eleição presidencial de 1989. Mario Covas acabou em quarto, com 11,5% dos votos, entre 22 candidatos.

Depois dele, Fernando Henrique Cardoso ganhou no primeiro turno em 1994 e 1998. O senador José Serra, duas vezes, e o próprio Alckmin foram para o segundo turno nas disputas seguintes.

Com quase metade do horário eleitoral e a maior coligação da corrida presidencial, o tucano começou a corrida com status competitivo.

Nas últimas duas semanas, porém, sem subir nas pesquisas, começou a ser abandonado por aliados. Suas agendas públicas não atraíram grandes plateia e poucos políticos de expressão o acompanhavam. Hostilidades e menções a Bolsonaro, embora pontuais, permearam a campanha.

Colaboradores de Alckmin atribuem o desempenho em parte à facada desferida contra Bolsonaro em 6 de setembro, em Juiz de Fora (MG). Internado, em estado de saúde inicialmente delicado, o candidato do PSL foi poupado de ataques dos adversários.

Interlocutores do tucano avaliam que a retomada da ofensiva, cerca de dez dias depois, chegou tarde, e responsabilizam o PT, que se absteve de criticar Bolsonaro, deixando a tarefa ser executada unicamente pelo tucano.

O PSDB foi fator de desgaste para candidatos tucanos em geral pelo país. A Lava Jato envolveu caciques como o próprio Alckmin e Serra. Aécio se tornou réu por corrupção, Richa foi preso temporariamente e Perillo, alvo de investigações.

Além disso, a participação no governo Michel Temer (MDB), o mais impopular da história, pesou contra os tucanos. Embora nunca tenha defendido a indicação de ministros ao governo nem tenha atuado em defesa de Temer nas duas denúncias contra ele, Alckmin acabou precisando responder pela decisão partidária reiteradas vezes nos últimos meses.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Bolsonaro é o candidato com menor capacidade de articulação no Congresso, diz pesquisa

Bolsonaro é o candidato com menor capacidade de articulação no Congresso, diz pesquisaO candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, possui a menor capacidade de articulação entre deputados e senadores caso seja eleito para o Palácio do Planalto. 

É o que aponta um levantamento feito pelo site Congresso em Foco em parceria com a agência de comunicação FleishmanHillard Brasil, que ouviu 51 líderes partidários, presidentes de comissões e políticos atuantes em diferentes frentes no Legislativo. 

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, apenas 1,75% dos parlamentares consultados avalia Bolsonaro como bom articulador. Para os congressistas, Geraldo Alckmin (PSDB) é quem tem mais capacidade de articulação entre os presidenciáveis, sendo citado por 59,6% dos consultados. Fernando Haddad (PT) ficou em segundo lugar, mencionado por 17,54%.