sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Bolsonaro paga o preço por governar em família na crise do PSL.


Bolsonaro paga o preço por governar em família na crise do PSLNa política brasileira, prática de nepotismo e consolidação de dinastias são comuns, bastando ver o número de deputados e senadores que levam o "Filho", "Júnior" ou até "Neto" e "Bisneto" no nome. Na maior parte dos casos, contudo, o exercício do apadrinhamento respeitava algumas regras hierárquicas. O pai treinava seu substituto aos poucos, de cargo eletivo em cargo eletivo. O patriarcalismo das relações só era quebrado quando emergia alguma mulher na linha sucessória, como no caso do clã Sarney.

Jair Bolsonaro foi disruptivo até nisso. O tratamento expresso dado a seus três filhos na política é algo inaudito na história republicana. O proverbial "filé mignon" que o presidente já disse reservar à prole sempre foi destinado para os herdeiros do poder, mas nunca com tal grau de franqueza —seja na proteção ao enrolado senador Flávio, na embaixada nos EUA prometida ao deputado Eduardo ou no papel preponderante do vereador Carlos na comunicação de governo, que inexiste sem seus pitacos.

A crise do presidente com o partido que ele escolheu para hospedar sua aventura eleitoral de 2018, o PSL, expõe a indignação que tais privilégios à corte provocam. Ao negar a liderança na Câmara a Eduardo, a sigla do acossado Luciano Bivar mostra que sabe jogar dentro das regras vigentes, e que elas podem ser usadas contra o imperial Bolsonaro.

Dois oficiais generais, um da ativa e outro servindo ao governo, disseram reservadamente que a confusão toda tem começo e fim na influência dos filhos de Bolsonaro no governo. A queixa é antiga entre os fardados, que foram largamente colocados a escanteio pela dobradinha entre Carlos Bolsonaro e o ideólogo expatriado Olavo de Carvalho. Nenhum deles, contudo, arrisca uma previsão sobre o destino da crise atual. Presidentes isolados que desafiam o Congresso sempre existiram e se deram mal, como Jânio Quadros, Fernando Collor e Dilma Rousseff. Mas um líder amparado por uma corte palaciana familiar e que ataca seu próprio partido achando que não haverá consequência é novidade histórica.

As repercussões do imbróglio, que parecia um passeio paroquial no seu começo, começam a reverberar fora de Brasília. A destituição de Joice Hasselmann (PSL-SP) da liderança do governo no Congresso, por exemplo, sela a percepção de que a deputada terá dificuldades sérias para levar à frente seu plano de ser candidata ao governo da capital paulista ano que vem.

Joice pode alegar perseguição, ao estilo de Tabata Amaral em relação ao PDT, e buscar outra sigla. A dureza é que essa agremiação hoje seria o DEM, que já tem outro nome em vista, o do sempre mercurial José Luiz Datena. De resto, para ser candidata pelo partido, Joice teria de ajoelhar e beijar o anel de Milton Leite, o superpoderoso presidente da Câmara Municipal paulista. Quem conhece os dois crê em algumas dificuldades no processo, por assim dizer, mas política é política. Em favor da deputada está sua relação próxima com o governador paulista, João Doria (PSDB), mas é incerto qual caminho ela tomará.

Mas o mais importante ainda está por vir. Bolsonaro apostou tudo contra Bivar e, com uma operação da Policia Federal no cangote do dirigente, parecia fadado a ganhar a disputa. Os movimentos dentro das regras do chefe do PSL, contudo, mostram que o jogo está aberto.

E é uma disputa perigosa. Qualquer pessoa que falou com Bolsonaro ao longo dos meses em que ele montou sua candidatura sabe que a língua hoje presidencial é solta. Quando um líder do PSL chama o mandatário máximo de vagabundo e promete implodi-lo, a sinalização é das piores para o Planalto.

Bolsonaro sempre pregou sua aversão ao presidencialismo de coalizão brasileiro. Venceu a eleição e manteve a palavra, mas na hora de apresentar a alternativa, emulou o pior de práticas de famílias reais. O preço da opção está sendo colocado na mesa agora.?

Capitão da reserva, diretor da Ceplac é demitido de cargo do governo Bolsonaro

Capitão da reserva, diretor da Ceplac é demitido de cargo do governo BolsonaroCapitão da reserva do Exército e cacauicultor, Guilherme Galvão foi exonerado da direção-geral da Ceplac [Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira]. Galvão, que é filiado ao PSL, foi empossado logo no início do governo Bolsonaro.

A demissão de Guilherme Galvão saiu no Diário Oficial da União desta sexta-feira (18) e foi ordenada pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. 

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Polícia Militar não está em greve, garante comandante-geral; policiamento normal em todo o estado

O Comando Geral da Polícia Militar afirma que recebeu a informação de uma greve decretada por um deputado estadual. Trata-se de um movimento político sem a adesão da PM. 

A Polícia Militar informa que o movimento político tem a intenção de criar clima de insegurança. Isso não será permitido.

A Polícia Militar da Bahia garante o policiamento ostensivo em todo o estado e tranquiliza a população, que deve manter sua rotina normalmente. Reforça que o responsável pelas operações nas ruas é o Quartel do Comando Geral, que está pronto para atender a todas as demandas da sociedade. Adianta ainda que os policiais que não atenderem suas escalas responderão conforme Legislação Militar.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Policias militares da Bahia decretam greve por tempo indeterminado

Resultado de imagem para policia militar baApós quase três meses de impasse, os policiais militares e bombeiros do Estado da Bahia decretaram greve na tarde desta terça-feira (8), em assembleia realizada no Clube Adelba, atrás do Shopping Paralela, em Salvador. Em entrevista, o deputado e representante da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares (Aspra), Soldado Prisco (PSC), contou que o Governo não sentou na mesa de negociação.


“Esperamos que o governo sente e dialogue. O que nós queremos é apenas o diálogo. Se o Governo sentar e dialogar, tenha certeza que a categoria vai avançar. Enquanto não houver diálogo, não tem retorno aos trabalhos.

Esse tumulto não vai partir dos policiais. Nosso pessoal está aqui e a recomendação é vir para cá, para ficar seguro aqui. Recomendo que a população fique em casa, porque a irresponsabilidade neste momento é do Governo do Estado, em não querer negociar. são seis anos de tentativa de negociação”, disse.


Prisco ressaltou que a greve não é deflagrada imediatamente, pois acontece um movimento de segurança por segurança.

“Foi declarado o movimento de segurança por segurança. Vocês que estão nos quarteis, não vão para rua. Vocês que estão na rua, venha para Adelba. Fique dentro dos quarteis até o Governo negociar”, afirmou.


Entre as pautas dos Militares, estão: melhorias do Planserv, cumprimento do acordo de 2014, solução para os problemas do novo sistema RH, reforma do Estatuto, código de Ética; periculosidade; auxílio Alimentação; reajuste da CET; plano de Carreira; cumprimento de ordem judicial e isenção de ICMS para Aquisição de Arma de Fogo para PMs e BMs.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Psicólogos rebatem ministra Damares e grupos que defendem a “cura gay”

Psicólogos de todo o Brasil se juntaram para repudiar reunião entre Damares Alves e o Movimento Psicólogos em Ação (MPA), que defendem a terapia de “cura gay”.
“Repudiam qualquer tentativa ou manifestação de discriminação, patologização, normatização, tratamento ou necessidade de intervenção profissional sobre questões que visem a cura, a correção, a reparação, o ajustamento das expressões, sentimentos e práticas homoafetivas e homoeróticas”, diz em nota.
“Para a Psicologia a sexualidade faz parte da identidade de  cada sujeito e, por isso, práticas homossexuais não constituem doença, distúrbio ou perversão”, completa.

Desenbahia amplia limite de microcrédito para R$ 21 mil

A Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia) ampliou o limite de contratação de crédito para pequenos empreendedores, através do Programa Estadual de Microcrédito (CrediBahia).
Na foto, o microempresário Robson Barreto, usuário do CrediBahia, em sua loja de materiais elétricos.
A Agência de Fomento do Estado (Desenbahia) tem adotado novas condições para dar mais oportunidades a pequenas empresas. Uma delas é o limite de contratação do Programa de Microcrédito do Estado (CrediBahia), que foi ampliado de R$ 10 mil para R$ 20 mil. A iniciativa tem como foco a inclusão socioprodutiva, permitindo a manutenção e a ampliação das alternativas de trabalho para a parcela da população que encontra dificuldades de acesso ao crédito. 


A gerente de Microfinanças da Desenbahia, Márcia Fonseca, explica que “o limite foi ampliado com o objetivo de melhorar os índices de desemprego e dar uma força maior para o empreendedorismo no nosso estado. É um crédito voltado a pequenos empreendimentos, sejam eles formalizados ou não”.

O comerciante Robson Barreto conseguiu financiamento do CrediBahia para a loja de materiais elétricos que abriu quando ainda estava na universidade. Com o financiamento, o negócio cresceu. “Esse crédito ajuda muito o microempresário com capital de giro para comprar e casar o ciclo de compra com o de venda. O valor nos dá chance de sonhar um pouco mais alto, de pensar em novos produtos com valor agregado mais caro e evoluir”, afirma. 

Cadastro

A contratação pode ser feita nos postos de atendimento do CrediBahia. A expectativa da Desenbahia é aplicar R$ 56 milhões em volume de empréstimos na modalidade até o fim de 2019. “Os empreendedores podem procurar as unidades que estão disponíveis nos municípios ou as prefeituras para tomar conhecimento do local. É preciso apresentar documento de identificação ao agente de crédito, que irá visitar o empreendimento para levantar as informações e encaminhar a proposta para a sede, em Salvador", acrescenta Márcia Fonseca.

Crédito

Atualmente, o CrediBahia mantém na carteira ativa 12,5 mil contratos e já liberou, desde 2002, mais de R$ 500 milhões. O programa de microcrédito financia capital de giro para compra de mercadorias e matérias-primas; investimentos fixos para aquisição ou conserto de máquinas ou equipamentos; reforma ou ampliação de instalações. A taxa de juros é de 2% ao mês, com prazo de até 24 meses para investimentos fixo ou misto. Mais informações estão disponíveis no site da Desenbahia.

Ariadene Pitanga pode ser a nova gerente do SAC de Ilhéus

Depois da recusa da ex-vereadora Carmelita Angela de Sousa, mais conhecida como Carmé, em assumir a gerência do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) de Ilhéus, o Partido dos Trabalhadores (PT) pode indicar para o cargo a também petista Ariadene Pitanga. 

Com o perfil extremamente técnico, Ariadene é advogada, aposentada do INSS e chegou a ser diretora regional do órgão nos governos Lula e Dilma.


O nome de Ariadne é indicação do professor Ednei Mendonça, na cota do deputado Rosemberg Pinto, com aval do empresário e prefeiturável Nilton Cruz.

Justiça autoriza goleiro Bruno a disputar amistoso pelo Poços de Caldas

Justiça autoriza goleiro Bruno a disputar amistoso pelo Poços de CaldasA Justiça de Minas Gerais autorizou o goleiro Bruno a estrear pelo Poços de Caldas. Condenado a 20 anos de prisão pelo homicídio da modelo Eliza Samudio, ele foi liberado para disputar o jogo amistoso pela equipe mineira marcado para sábado (5), às 15h, contra o Independente de Juruaia, no Estádio Benedito Bandola de Oliveira, o Bandolão. O jogador cumpre pena na prisão em Varginha.

No sábado, Bruno vai deixar a penitenciária às 6h e deverá retornar às 21h. No último dia 27 de agosto, ele foi anunciado como novo reforço do Poços de Caldas, após ter sido liberado pela Justiça para trabalhar. O goleiro já cumpriu nove anos da pena total e por causa disso ganhou o direito ao regime semiaberto.

Na carreira de jogador, Bruno já defendeu as traves do Flamengo, Atlético-MG, Corinthians e Boa Esporte.