terça-feira, 7 de julho de 2015

Falando sobre quebra de tabus, Regina Duarte revela: 'sou potencialmente bissexual'

Falando sobre quebra de tabus, Regina Duarte revela: 'sou potencialmente bissexual'A atriz Regina Duarte, no ar em "Sete Vidas", deu uma entrevista ao jornal carioca Extra, no último domingo (05), e abriu o jogo sobre sexualidade. "A arte e a dramaturgia têm o importante direito de colocar temas tabus em pauta. Mas é ingênuo acreditar que isso possa acabar com o preconceito.

Falar sobre homossexualidade realmente oxigena o assunto, tirando-o das quatro paredes e da obscuridade. Porém, exagerar na colocação do debate pode gerar uma faca de dois gumes”, contou.
 
Na trama das seis de Lícia Manzo, Esther (Regina Duarte) era uma homossexual assumida. E ganhou novos rumos com a chegada de José Renato (Jonas Bloch). "A homossexualidade faz parte da composição do indivíduo. O ser humano é bissexual! Ele pode ser mais hétero ou mais homo, mas, no fundo, ele é bi, basicamente. É da natureza", opinou. 
 
E questionada sobre a própria tese, Regina Duarte finalizou: "Totalmente! Sou potencialmente bissexual. No meu caso, a tendência hétero é muito mais forte. Mas não nego a possibilidade de ter um deslumbramento homossexual. Sei lá! Posso ser tocada pela varinha. Agora está cada vez mais difícil! Na minha idade, as doses de libido ficam menos forte", finaliza.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Dois de Julho: Prisco ataca governo e aconselha conversa com oposição

Dois de Julho: Prisco ataca governo e aconselha conversa com oposição
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
O deputado estadual Soldado Prisco (PSDB) acusou o governo do Estado de querer usar o “rolo compressor” para aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentários (LDO) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). 

A expressão “rolo compressor” é usada para dizer que o governo irá aprovar a matéria sem discussão ou consenso – usando da maioria de deputados que tem na Casa. “A oposição apresentou quatro emendas e o governo não acatou nenhuma. 

Por isso pedimos vista”, apontou, neste Dois de Julho, em entrevista ao Bahia Notícias. Ainda de acordo com o tucano, o pedido “era necessário”. “O governo tem que sentar e reavaliar”, aconselhou. Com o pedido de vista ao projeto feito pelos oposicionistas, a votação é suspensa e é concedido o prazo de 48 horas para a análise do texto.

Lava Jato: 15ª fase prende sucessor de Cerveró na Petrobras

Lava Jato: 15ª fase prende sucessor de Cerveró na Petrobras
Teve início, na manhã desta quinta-feira (2), a 15ª fase da Operação Lava Jato. O ex-diretor de Internacional da Petrobrás, sucessor de Nestor Cerveró, Jorge Zelada foi preso no Rio. Esta nova fase foi batizada de Operação Conexão Mônaco. 

De acordo com o Estadão, são cumpridos três mandados de busca e apreensão no Rio e um em Niterói. Zelada foi o único a ter prisão preventiva decretada pela Justiça Federal. 

Segundo a PF, o foco dessa nova etapa são “crimes de corrupção, fraudes em licitações, desvios de verbas públicas, evasão de divisas e lavagem de dinheiro”. Zelada será levado para Curitiba, sede das investigações da Lava Jato, ainda hoje.

O nome da operação decorre da descoberta de 11, milhões de euros mantidos por Zelada em conta secreta no Principado de Mônaco. Em março, a força-tarefa da Lava Jato havia apontado o ex-diretor como um dos próximos alvos das investigações, no núcleo de agentes públicos da estatal sob suspeita de corrupção.

Estados Unidos pedem extradição de José Maria Marin e mais seis presos na Suíça

Estados Unidos pedem extradição de José Maria Marin e mais seis presos na SuíçaO Departamento de Justiça da Suíça informou que os Estados Unidos pediram a extradição dos sete dirigentes da Fifa suspeitos de estarem envolvidos em um esquema de corrupção na entidade de futebol. 

Dentre os acusados, está o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, que segue preso na cidade de Zurique. De acordo com informações do jornal inglês The Guardian, os pedidos foram formalizados na última quarta-feira (1) e os advogados de cada um dos envolvidos tem 14 dias para responder ao pedido, que pode ser prorrogado caso haja “razões suficientes”. 

É esperado que após o posicionamento dos defensores, o órgão suíço dê sua decisão no prazo de algumas semanas. Entretanto, o processo de extradição poderá se estender em face das possibilidades de contestação tanto do Tribunal Criminal Federal quanto no Supremo Tribunal Federal do país europeu. 

Prefeitura e governo irão dividir R$ 200 milhões do governo federal para encostas


Ilhéus Pede socorro!!!!!!

Ovacionado pelo público durante a chegada ao desfile do Dois de Julho, o governador Rui Costa afirmou que o governo do estado e a prefeitura de Salvador estão “superando esse último estágio da burocracia” da liberação das verbas para contenção de encostas. “São R$ 200 milhões que serão divididos igualmente entre a prefeitura e o governo”, indicou.


Tiroteio ocorre em Estaleiro Naval em Washington

Tiroteio ocorre em Estaleiro Naval em WashingtonUm oficial da Marinha dos Estados Unidos afirma que ocorreu um tiroteio em um prédio do Estaleiro Naval, em Washington. 

O porta-voz da instituição, Pedro Rodriguez, disse que um bloqueio do local está em andamento. Ele não deu mais detalhes ou informações sobre feridos. 

A polícia e departamento de bombeiros estão fortemente presentes há quadras de distância do Estaleiro Naval, com as ruas ao redor bloqueadas e um helicóptero sobrevoando o local. Em 2013, o funcionário militar Aaron Alexis matou 12 trabalhadores civis no prédio 197 do Estaleiro Naval e logo depois foi morto pela polícia. 

O Estaleiro Naval é a instalação mais antiga da instituição nos Estados Unidos. Fonte: Associated Press

Professores de universidades estaduais querem que Rui ‘devolva’ R$ 20 milhões

Professores de universidades estaduais querem que Rui ‘devolva’ R$ 20 milhões
Foto: Jefferson Peixoto /Ag Haack/ Bahia Notícias
Os professores das universidades estaduais da Bahia pedem que o governador “devolva os R$ 20 milhões que ele tirou em uma ‘canetada’” das instituições. 

A afirmação foi feito ao Bahia Notícias, durante o Dois de Julho, por Hilton Pinheiro, professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e um dos coordenadores da greve. “São cinquenta dias de greve, mais de cinco mil professores parados e 60 mil alunos sem aulas. 

O nosso movimento não é só por salário. É pela verba do custeio, do investimento, da manutenção”, protestou.

Após Cunha manobrar, Câmara aprova redução da maioridade penal em 1º turno

Deputados defensores da redução da maioridade penal comemoram aprovação da medida no plenário da CâmaraA Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quinta-feira (2), em primeiro turno, a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes hediondos, para homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. O texto "mais brando" votado nesta sessão foi considerado uma "pedalada regimental" do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para reverter a rejeição da proposta no dia anterior.
Na nova sessão, 323 deputados foram a favor, 155 deputados votaram contra a redução e houve ainda 2 abstenções. O texto ainda precisa passar pelo segundo turno de votação na Casa antes de ir para o Senado.
Na madrugada de quarta, outro texto que propunha a redução da maioridade foi rejeitado pelos deputados por cinco votos - são necessários 308 votos para a aprovação de PEC (Proposta de Emenda Constitucional), e apenas 303 haviam sido favoráveis.

O texto aprovado na sessão desta quinta prevê a redução da maioridade para 16 anos para jovens que cometerem crimes hediondos, como sequestro e estupro, homicídio doloso (com intenção de matar) ou lesão corporal seguida de morte. A diferença em relação ao texto derrotado na sessão anterior foi a retirada de tráfico de drogas, de terrorismo e de roubo qualificado do rol de crimes que fariam o jovem responder como um adulto.

A emenda aglutinativa foi acordada entre PMDB, líderes da oposição e deputados favoráveis à redução da maioridade penal, e sofreu críticas do PT, PC do B e PSOL, que classificaram como uma "pedalada regimental" de Cunha para ter sua vontade atendida.

Nas falas que defendiam a redução da maioridade penal, diversos deputados chamavam o "clamor das ruas" em defesa da aprovação do texto. Cerca de 87% dos brasileiros apoiam a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, segundo pesquisa de opinião feita pelo Datafolha no último dia 22 de junho.

Após tensão, sessão sem público
A votação da redução da maioridade penal na noite de terça foi acompanhada por intensos protestos a favor e contra a PEC. A polícia legislativa chegou a fazer uso de gás de pimenta para dispersar manifestantes que tentavam entrar na Câmara.

A sessão, que durou mais de quatro horas, teve presença de dezenas de estudantes contrários à redução da maioridade penal e que comemoram a rejeição do texto substitutivo.

Nesta quarta-feira, as galerias não foram abertas para a entrada de manifestantes. A votação da emenda aglutinativa começou por volta da meia-noite e durou cerca de 45 minutos. Nesse período, o presidente da Câmara foi visto muitas vezes ao celular e foi acusado de estar convocando deputados à votação por telefone.

"Sua vitória não é uma vitória moral, é uma vitória matemática", criticou Silvio Costa (PSC-PE). "Vossa Excelência usou o tempo que quis", reclamou o parlamentar antes de ter o microfone cortado.

Próximos passos

O texto que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos (PEC 171/93) ainda deve passar por uma segunda votação na Câmara dos Deputados e por duas votações no Senado para que a Constituição seja alterada.

PF investiga relações entre CBF e Globo

Apesar de a Globo repetir em seu noticiário regular que "as empresas de mídia" não são suspeitas no escândalo internacional de corrupção do futebol mundial, contratos envolvendo a emissora e a CBF fazem parte do "pacote" de documentos que está sendo investigados por agentes da Polícia Federal.

A reportagem do UOL apurou que contratos assinados entre a TV e a entidade em anos passados serão submetidos ao escrutínio de especialistas da PF. Trata-se, inclusive, de parte da colaboração que o país vem fazendo com as investigações do FBI, que jogaram parte da cúpula do futebol mundial na cadeia.

Cabe lembrar que até o momento não recai sobre a Globo nenhuma suspeita, mas como sua relação com a CBF, especialmente a gestão Ricardo Teixeira, foi e ainda é atávica, ela entra no foco da investigação também.

A PF jamais comenta apurações em andamento.

Procurada pela coluna, a Globo afirmou desconhecer qualquer investigação e não quis comentar. Já a CBF afirmou que "a relação de quatro décadas do futebol brasileiro com a TV Globo é um 'case' de sucesso". A entidade afirma ainda que está disponível para prestar quaisquer esclarecimentos às autoridades.

A investigação

A PF quer entender como funcionou a relação entre a gestão do ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira e o Departamento de Esportes da Globo.

Na TV aberta, a Globo detém monopólio de transmissão dos principais torneios de futebol há quase 40 anos.

Em 2011, porém, a TV Record fez uma ofensiva para comprar os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, cujo contrato anterior estava prestes a expirar.

Foi a primeira vez que a Globo viu o rentável setor esportivo ameaçado por outra emissora. Na ocasião, Teixeira já era, havia anos, um suspeito de corrupção.

A pedido da Record, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) passou a investigar os contratos do futebol e concluiu que havia uma ilegalidade: o órgão determinou ao hoje finado Clube dos 13 --que sucedeu a CBF na negociação de direitos de transmissão-- que fizesse uma licitação para definir quem teria direito à transmissão de jogos do futebol brasileiro.

O Cade concluiu que o modelo usado até então só beneficiava a Globo. Diante da inédita decisão, e suspeitando que a Record poderia fazer uma oferta financeira superior à da Globo, a CBF de Teixeira e alguns times, como Corinthians e Flamengo, agiram nos bastidores e implodiram o Clube dos 13.

Agora sabe-se que quem apertou o detonador foi Andres Sanchez, como revelou a coluna de Monica Bergamo, da Folha, no último domingo.

Mas ele não agiu só. CBF, Globo e outros clubes se uniram para dar rasteira nas pretensões da emissora de Edir Macedo. Com os times mais populares fechando acordo diretamente com a Globo, o caso deixou a alçada do Cade. Em outras palavras, com a negociação ponto a ponto, eles driblaram a licitação.

Com isso, o futebol brasileiro continuou mais uma vez nas mãos exclusivas da Globo.

Rombo

A Globo não ficou ilesa, porém. Sofreu grande perda de dinheiro. A negociação time a time encareceu sobremaneira o preço do futebol. A tal ponto que, estima-se, a Globo teve de gastar quase R$ 1 bilhão a mais do que gastaria antes do "imbroglio" iniciado pela Record.

Teixeira acabou com a imagem ainda mais prejudicada. Na verdade essa foi uma das últimas pás de cal em seu reinado.

"Traição"

O apoio de quatro décadas da CBF à Globo, porém, não impediu a emissora de noticiar os escândalos envolvendo Teixeira e a Fifa, deflagrados ainda em 2011, poucos meses após a complicada manobra que manteve o monopólio do futebol com a TV da família Marinho.

Teixeira ficou revoltado com o noticiário, que considerou uma "traição". Um ano antes havia se gabado à revista "Piauí" de ser praticamente inatacável pela Globo, e que só temeria qualquer denúncia  "no dia em que ela saísse no 'JN'".

Pois saiu, e o cartola ficou possesso. Teria ameaçado, inclusive, divulgar provas (supostas gravações) de como a Globo manipulava horários, datas de jogos de times e até da seleção brasileira --de forma a nunca prejudicar sua grade de programação..

Outro lado - CBF

Procurada pelo UOL, a CBF respondeu, por meio de sua Diretoria de Comunicação:

"A relação de quatro décadas do futebol brasileiro com a TV Globo, que envolve não apenas a seleção brasileira, mas também os grandes clubes do país, é um dos maiores cases de sucesso de parceria da história do futebol mundial.

Clique aqui para ver a íntegra do Comunicado da CBF sobre esta reportagem.

RICARDO FELTRIN

Ricardo Feltrin, 51, é colunista do UOL, onde apresenta o programa Ooops! às segundas. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros.