segunda-feira, 29 de outubro de 2018

País enfrenta nova greve dos caminhoneiros após vitória de Bolsonaro


País enfrenta nova greve dos caminhoneiros após vitória de BolsonaroApós a eleição que elegeu Jair Bolsonaro (PSL), começa nesta segunda-feira (29) uma nova greve dos caminhoneiros, com início previsto em Goiás, de acordo com a revista Exame.

O motivo da greve é o descumprimento da tabela do piso mínimo do frete, que os caminhoneiros entendem como uma falha da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Segundo os motoristas, as transportadoras estão pagando um valor abaixo do frete mínimo, além de “perseguirem” os caminhoneiros que não aceitarem o valor.

A agência ainda estuda maneiras de penalizar o descumprimento da tabela, e por isso o prejuízo já é sentido pelos caminhoneiros. O prazo para apresentação de propostas para a ANTT acaba no dia 9 de novembro.

STF analisará se Bolsonaro, sendo réu, pode assumir presidência, diz Rosa Weber


STF analisará se Bolsonaro, sendo réu, pode assumir presidência, diz Rosa WeberA presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber, afirmou, na noite deste domingo (28), que o Supremo Tribunal Federal deverá analisar se o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), por ser réu, pode assumir o cargo.

Ela disse também que a corte irá priorizar os julgamentos de pedidos de cassação das candidaturas a presidente de Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

A ministra concedeu entrevista coletiva para a divulgação oficial da eleição de Jair Bolsonaro (PSL) ao Palácio do Planalto. Ao abrir espaço a jornalistas, Rosa recebeu várias perguntas sobre a disseminação de fake news durante o pleito deste ano. Ela respondeu que o fenômeno é de “difícil equacionamento” e que o tribunal continuará estudando o tema. “A ênfase de que não há anonimato na internet é reveladora de que há um bom caminho a seguir”, afirmou.

Nordeste volta a ser alvo de xenofobia por dar maioria dos votos a Haddad

Nordeste volta a ser alvo de xenofobia por dar maioria dos votos a Haddad
Embora tenha perdido a eleição presidencial, Fernando Haddad (PT) venceu em todos os nove estados do Nordeste, além do Pará e do Tocantins, no Norte do país. Com isso, a região Nordeste voltou a ser alvo de preconceito nas redes sociais.


"Vai seus nordestinos mortos de fome. A teta vai secar. Vão trabalhar agora. Cadê vocês para fazer postagens agora", escreveu um perfil no Twitter. "Vai, mata os baianos", disse outro. "Nordestino é uma desgraça cambada de demônio", compartilhou outro. "Já está liberado dar porrada em negro, viado e baiano?", questionou um perfil no Facebook.



Xenofobia é crime e pode ser denunciado, de forma anônima, na página da SaferNet (acesse aqui), ONG que defende os direitos humanos na internet, e também através do Ministério Público Federal (MPF) (veja aqui).

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Bandeira inspirada no nazismo é exibida em manifestação pró-Bolsonaro.

Kekistan na PaulistaUm símbolo adotado por extremistas nos Estados Unidos foi reconhecido e registrado em manifestação de apoiadores do candidato de extrema-direita à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), no último domingo (14).
O símbolo do reino imaginário “Kekistan”, que surgiu em fóruns na internet, passou a integrar manifestações da extrema-direita especialmente depois da ascensão de Donald Trump à Casa Branca.
A bandeira foi erguida em manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, ao lado de apoiadores de Bolsonaro. É a primeira vez que a bandeira é detectada e fotografada em uma manifestação brasileira.

Acima, a bandeira criada em fóruns na internet. Abaixo, a bandeira dos nazistas

Inspiração nazista
O “Kekistão” tem origem nos fóruns de discussão sobre jogos online do 4Chan, site em que usuários publicam imagens de forma anônima em sub-fóruns sobre diferentes temas. A bandeira, criada em um dos muitos fóruns do 4Chan, tem como base a bandeira nazista.
As únicas mudanças são a substituição do vermelho pelo verde e, no lugar da suástica, um “E” cercado por quatro “K”, formando um “kek”. A expressão é usada pelos extremistas e seu significado pode se referir a uma “divindade” do reino imaginário da extrema-direita.
Desde as manifestações de um grupo de radicais em Charlottesville (Virgínia-EUA), em agosto do ano passado, a bandeira é vista em reuniões dos grupos da extrema-direita norte-americana.

Ministros do STF consideram declaração de filho de Bolsonaro extremamente grave


Três ministros do STF preferiram comentar sobre o caso sem serem citados Foto: Ailton de Freitas / Agência O GloboBRASÍLIA — Três ministros do Supremo consideraram extremamente grave a declaração do deputado Eduardo Bolsonaro . Um deles lembrou que, para fechar o Supremo Tribunal Federal, “o que nem a ditadura tentou”, será preciso “antes disso revogar a Constituição”. Eles preferiram falar sem serem citados porque a decisão tomada é a de que o STF fale por uma única voz - do presidente Dias Toffoli, que estava em um congresso em Veneza, ou do decano Celso de Mello.
Dias Toffoli ainda não se pronunciou, mais de 24 horas depois de o vídeo do deputado irromper nas redes sociais. O presidente da Corte não quis botar mais lenha na fogueira", disse um assessor direto ao colunista do GLOBO Lauro Jardim.
O decano Celso de Mello classificou a afirmação como "inconsequente e golpista" em nota enviada por escrito ao jornal "Folha de S. Paulo". O ministro ressaltou na mensagem que a votação recorde do deputado - o mais votado da História do país - não legitima "investidas contra a ordem político-jurídica".
"Essa declaração, além de inconsequente e golpista, mostra bem o tipo (irresponsável) de parlamentar cuja atuação no Congresso Nacional, mantida essa inaceitável visão autoritária, só comprometerá a integridade da ordem democrática e o respeito indeclinável que se deve ter pela supremacia da Constituição da República!!!! Votações expressivas do eleitorado não legitimam investidas contra a ordem político-jurídica fundada no texto da Constituição! Sem que se respeitem a Constituição e as leis da República, a liberdade e os direitos básicos do cidadão restarão atingidos em sua essência pela opressão do arbítrio daqueles que insistem em transgredir os signos que consagram, em nosso sistema político, os princípios inerentes ao Estado democrático de Direitos", destacou o decano Celso de Mello.
Um dos ministros que não se identificar avaliou ao GLOBO a manifestação de Eduardo Bolsonaro como "uma mistura de autoritarismo com despreparo".
— É uma declaração despropositada, sequer a matéria envolve o Supremo, a matéria é de competência do TSE. É uma mistura de autoritarismo com despreparo. Já é o segundo pronunciamento de gente das hostes dele nesse sentido em poucos dias — disse um dos ministros.
Ele se referia ao general Eliéser Girão, eleito deputado pelo PSL do Rio Grande do Norte, que propôs a prisão de ministros do Supremo que soltassem condenados por corrupção.
— O que ele falou, e ele já é deputado, é golpista. Nem a ditadura fez o que ele disse que é fácil fizer. Em 1969, foram cassados três ministros, mas o STF nunca foi fechado.
Outro ministro disse que tem ficado cada vez mais claro o risco da eleição de um populista de direita, mas que o STF não faltará à nacionalidade. Um terceiro ministro disse que o país está muito tumultuado e que, por isso, todos preferem que o pronunciamento seja de uma só voz. O momento é grave demais para que várias vozes falem pelo STF. Contudo, a avaliação que fazem é que o assunto deve ser levado a sério porque Eduardo Bolsonaro chega a dizer que “nós estamos conversando isso lá”.
— É de baixíssimo nível, impressionante. Sequer a matéria envolve o Supremo. Depois de tantos meses discutindo a chapa Dilma-Temer, eles ainda não entenderam que esse assunto é do TSE?
Um ministro ouvido acha que as Forças Armadas, apesar da ambiguidade de algumas declarações, são ainda “um elemento de contenção” do grupo, porque não querem “ser confundidos”.
A visão geral no STF é que é grave o que o deputado Eduardo Bolsonaro falou e que não pode ficar sem uma resposta.

TSE dá prosseguimento a ação do PDT contra Bolsonaro, mas nega pedido de liminar



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O ministro Jorge Mussi, corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu prosseguimento neste domingo (21) a uma ação apresentada pelo PDT e pela Coligação Brasil Soberano (integrada por PDT e Avante) contra o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro. Uma segunda ação, com teor parecido, apresentada apenas pela coligação, também foi instaurada.

O corregedor deu prazo de cinco dias para a defesa do candidato se manifestar e negou todos os pedidos de liminar – decisão provisória – que constavam das duas ações. Entre outros pontos rejeitados está o pedido para impedir Bolsonaro e o vice na sua chapa, Hamilton Mourão, de veicularem qualquer notícia por meio de rede social e, principalmente, WhatsApp.

O PDT e a coligação baseiam as ações em reportagem da "Folha de S.Paulo" segundo a qual empresários que apoiam Bolsonaro contrataram serviços para envio em massa de mensagens contra o PT por meio do WhatsApp.

Essa prática, em tese, pode ser ilegal, caso seja considerada pela Justiça doação de campanha feita por empresas. Desde 2015, empresas estão proibidas de fazer doação eleitoral.

Segundo a "Folha", as empresas apoiadoras de Bolsonaro compram um serviço chamado "disparo em massa" usando a base de usuários do candidato do PSL ou bases vendidas por agências de estratégia digital.

O uso de bases de terceiros pode ser considerado ilegal, já que a lei permite apenas o uso de listas de apoiadores do próprio candidato (nos casos de números cedidos de forma voluntária).
A campanha de Jair Bolsonaro nega irregularidades.

As duas ações do PDT e da coligação pedem a convocação de uma nova eleição de primeiro turno sem Jair Bolsonaro.

Na sexta, o ministro já havia aberto uma investigação sobre a campanha de Bolsonaro a pedido do PT, mas negou busca e apreensão e quebras de sigilo de empresas que teriam beneficiado Bolsonaro.

Ações
Após a resposta da defesa de Bolsonaro, o corregedor vai analisar a necessidade de novas provas. As ações terão de ser julgadas pelo TSE, em data ainda não prevista.

No primeiro turno, realizado no último dia 7, o candidato do PDT, Ciro Gomes, recebeu 13,3 milhões de votos (12,4%) e ficou em terceiro lugar, atrás de Bolsonaro (46,03%) e de Fernando Haddad, do PT (29,28%).

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Por abuso de poder, Bolsonaro pode ter candidatura impugnada

Candidato do PSL à Presidência, deputado Jair Bolsonaro
 4/7/2018
 REUTERS/Adriano Machado
Especialistas ouvidos pela Reuters avaliam que, confirmadas as informações reveladas pelo jornal Folha de S.Paulo, a campanha de Jair Bolsonaro pode ser acusada de abuso de poder econômicoabuso do uso de meios de comunicação e omissão de doações de campanha, o que poderia levar à impugnação da chapa, mesmo que Bolsonaro não soubesse da ação de empresários a seu favor.

"Se confirmada, a prática pode configurar abuso de poder econômico, levando à inelegibilidade nessa própria eleição. A jurisprudência diz que, mesmo que não tenha sido ele ou a campanha, a candidatura pode responder pelo ilícito", disse Daniel Falcão, coordenador do curso de pós-graduação em Direito Eleitoral do Instituto Brasiliense de Direito Público.
O advogado especialista em legislação eleitoral Francisco Emerencianoacrescenta que o caso pode ainda configurar omissão de despesas, o popular caixa 2, além do abuso de poder econômico, se as acusações forem verdadeiras.
"Em se configurando isso, no mínimo, se houver o conhecimento prévio da campanha --e não tem como o beneficiário não ficar sabendo em valores como esse-- eu poderia ter um questionamento de que houve omissão de despesa de campanha", disse Emerenciano.
Segundo reportagem publicada nesta quinta pela Folha, empresários têm bancado a compra de distribuição de mensagens contra o PT por WhatsApp, em uma prática que se chama pacote de disparos em massa de mensagens, e estariam preparando uma ação para a próxima semana, antes do segundo turno.
O jornal relata que cada pacote de disparos em massa custaria cerca de 12 milhões de reais, para o envio de centenas de milhões de mensagens. Ao menos quatro empresas podem ter usado essa prática, segundo a reportagem.
Quatro especialistas ouvidos pela Reuters concordam que, em tese, mesmo a campanha alegando que não tem relação com a decisão de empresários que agiram em prol de Bolsonaro, o candidato poderá ser responsabilizado por crime eleitoral, já que o resultado da eleição pode ser alterado por ações em seu benefício.
"A responsabilização é objetiva. Não está sendo avaliado a conduta pessoal de Bolsonaro. A responsabilidade do abuso de poder é objetiva, não importa se a campanha agiu com culpa (sem intenção) ou dolo (propositalmente). Vai ser avaliado se conduta teve ou não influência na campanha", diz Guilherme Salles Gonçalves, especialista em Direito Eleitoral e membro fundador da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político.
Os advogados explicam que a suposta ação de empresários a favor do candidato do PSL infringe diversos pontos da lei eleitoral. Se a ação foi feita pelas empresas, configura doação ilegal, já que uma decisão do Supremo Tribunal Federal proibiu empresas de doarem a partidos, campanhas ou candidatos a qualquer tempo, não apenas em período eleitoral.
Se tiverem sido feitas em nome dos empresários, as doações não apenas tem limites que podem ter sido ultrapassados, como teriam sido feitas por meio do pagamento de serviço de terceiros, o que também é proibido.
A ação ainda infringe outra norma, a de que o impulsionamento de propagandas em mídias sociais só pode ser feito pelo candidato, a campanha ou a coligação e deve ser identificado como propaganda. Apoiadores ou eleitores são proibidos de agir em benefício de seu candidato."É um caso clássico de caixa 2 duplamente qualificado. Primeiro é um caso de gasto a favor da candidatura vindo fora do orçamento da campanha. Depois, é feito por fonte vedada. A decisão do Supremo Tribunal Federal proibiu doação de empresa a partidos e candidatos em qualquer momento, sobretudo em campanha eleitoral", explicou Guilherme Salles Gonçalves. "A punição não tem gradação. Ou caça ou não pune."
No início da tarde, sem mencionar a reportagem da FolhaBolsonaro afirmou no Twitter que "apoio voluntário é algo que o PT desconhece e não aceita".


terça-feira, 16 de outubro de 2018

Barça deve diminuir presença de Ronaldinho em eventos após apoio a Bolsonaro, diz jornal

Barça deve diminuir presença de Ronaldinho em eventos após apoio a Bolsonaro, diz jornalA declaração de apoio de Ronaldinho Gaúcho ao candidato à presidência do Brasil Jair Bolsonaro (PSL) não foi bem vista pelo jornal "Sport", da Catalunha. Na edição desta terça-feira (16), o periódico questiona se o Barcelona deveria romper o acordo com o ex-jogador, que é embaixador mundial do clube. Rivaldo, que também declarou apoio publicamente ao presidenciável pelo PSL foi colocado na mesma questão.

A publicação afirma que o Barça precisa manter sua reputação limpa e respeitar os valores que propaga, que considera o oposto aos de Bolsonaro. "A homofobia, a misoginia e o racismo que Jair Bolsonaro proclamou ao longo dos seus mais de 30 anos de carreira política e que exaltou durante a campanha eleitoral são inaceitáveis do ponto de vista da ótica do Barça", afirmou o periódico.

Segundo o Sport, o Barcelona não quer se posicionar publicamente sobre a postura de Ronaldinho, apesar de considerá-la incompatíveis com os valores do clube. Porém, a alta cúpula do Barça pretende diminuir a presença do ex-craque nos eventos institucionais com patrocinadores e até mesmo nos amistosos de ex-jogadores do clube, que o brasileiro participa com certa frequência. O periódico também sugere que o mesmo aconteça com Rivaldo.
Após ‘Ele não’ de Roger Waters, Shakira é orientada a não se manifestar politicamenteApós Roger Waters incluir o presidenciável Jair Bolsonaro entre líderes neo-fascistas a serem combatidos no mundo e aderir à campanha do “Ele Não” em seus shows no Brasil, a produção de Shakira recomendou cautela à cantora colombiana em sua passagem pelo país. 

Segundo informações da coluna assinada por Ancelmo Gois no jornal O Globo, a equipe orientou a artista a não se envolver com a eleição brasileira. 

Embaixadora da Boa Vontade do Fundo da ONU para a Infância (Unicef) e conhecida por ativismo pelos direitos humanos, Shakira se apresenta neste domingo (21), em São Paulo, e 23 de outubro, em Porto Alegre.